domingo, 28 de setembro de 2014

AO POETA CEARENSE
ARTUR EDUARDO BENEVIDES
Queiram ou não queiram
a poesia nos cativa.
Suas palavras ali escritas,
imaginadas por um pensamento,
além de muito amor em seu núcleo
articulado com o coração e detentor
de uma profunda arte inspiratória,
as palavras, estas dos poetas, são
fórmulas inevitáveis de felicidades
onde a vida atrai pra si todo esse
sentimento livre, ora lírico ora crítico,
mas sempre acarretando na alma
o amor que o corpo traduz da imaginação
para esta linda realidade que é o ser humano.
Um poeta se vai, outros ficam aqui lhe cultivando
o recital legado de poesias que ele, criativo e inovador,
deixou-nos em suas palavras alinhadas tanto em seus
papeis brancos, prontos pra novas palavras de amor
como também, e quase sobretudo, nesses seus livros
que contêm agora e sempre a inteligência da nobreza
de carregar em seus ombros ensolarados de dias felizes
o seu nascer numa primavera de um ano arco-irizado
que trouxe numa brevidade de espaço sua infância cósmica
situada no bairro feliz da cidade luminosa que logo eleva-se
numa adolescência de estudos com alunos e professores
aplicados buscando eternamente uma sapiência com modéstias
calculadas exatamente pelo lado humano de cada um desses.
E o poeta foi buscando suas buscas e conquistando suas conquistas.
Se fez um estudioso em amor e casou com a vida, sua eterna namorada.
Criou a imagem da poesia no semblante de suas inspirações contínuas,
baseando-se direcionadamente ao seu vínculo sanguíneo com os anjos
da liberdade de pensamento, cujos guardam aqueles que refletem e de
sobre modos próprios e até inspirados noutros anjos poetas escrevem
as maiores e melhores coisas do coração que é seu grande guia mestre.
Dedicou-se ao universo do saber, mas combinado com o universo do
aprender cada vez mais com as pessoas, de preferência as do bem.
E daí se fez poeta cotidianamente, amorosamente, dedicadamente.
O poeta não pode perder o fio da meada de sua inspiração poética,
e nem tão pouco o amor perder o fio da meada dos seres humanos.
Esse poeta nunca perdeu nada dos fios das meadas da vida mesmo
tendo agora seu encontro com Deus lá no céu ao lado de outros poetas.
Hudo Guedes

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